Brasileira Axía Mineração marcou presença no evento, considerado o maior do mundo voltado à exploração mineral, que reuniu mais de 32 mil participantes.
Crédito da foto: Isabela Araújo/Axía Mineração
No mês de março de 2026, Toronto recebeu mais uma edição da Convenção da Associação de Prospectores e Desenvolvedores do Canadá (PDAC). O evento, considerado o maior do mundo voltado à mineração e exploração mineral, reuniu mais de 32 mil participantes, entre empresas, investidores e especialistas do setor. A convenção se consolidou como um espaço estratégico para networking, negociações e debates sobre os rumos da indústria.
Durante quatro dias, centenas de palestrantes discutiram oportunidades e desafios que moldam a exploração mineral e o desenvolvimento de projetos no setor. O cenário foi marcado pela retomada dos investimentos e pelo fortalecimento das perspectivas de crescimento da mineração nos próximos anos.
Um levantamento da Data Bridge Market Research projeta que o mercado global deve atingir US$ 767,49 bilhões até 2032, impulsionado pela demanda por metais básicos como cobre, alumínio, níquel e zinco, além da rápida industrialização e da expansão da infraestrutura nos setores automotivo e elétrico.
A Axía Mineração, empresa brasileira especializada em pesquisa exploratória de metais estratégicos, participou da convenção. Segundo Leonardo Prudente, diretor-executivo da empresa, as discussões do evento apontaram tendências que devem impactar diretamente o setor nos próximos anos. Entre os principais temas estiveram governança, padronização de processos, rastreabilidade de dados geológicos e comunicação técnica alinhada a padrões internacionais como NI 43-101 e JORC.
De acordo com o executivo, investidores e parceiros estão cada vez mais atentos à capacidade das empresas de estruturar projetos com processos claros, transparência e controle técnico desde o início. Ele também destacou o interesse crescente por cobre e ouro, especialmente em projetos de grande escala, além de outros minerais estratégicos como lítio, níquel, grafita e terras raras, essenciais para tecnologias ligadas à energia limpa e à indústria de baterias.
Potencial competitivo em solo brasileiro
A Axía Mineração afirma acompanhar a retomada dos investimentos por meio da aquisição de ativos estratégicos, como a jazida de cobre em Bom Jardim de Goiás, e da ampliação de pesquisas em estados com alto potencial geológico, como Goiás e Tocantins. A empresa informa que tem investido em sondagem e estudos técnicos, priorizando projetos com maior potencial econômico e foco em minerais ligados à nova economia, como energia limpa e ouro.
Leonardo Prudente destaca ainda a qualidade técnica dos projetos minerais brasileiros como um diferencial competitivo no cenário global. Segundo ele, o Brasil reúne base geológica diversificada e pouco explorada, corpo técnico qualificado e dados robustos e confiáveis. O uso crescente de tecnologias avançadas de exploração também reforçaria essa vantagem.
Apesar desse potencial, o executivo reconhece entraves que ainda limitam o setor, como a burocracia no licenciamento ambiental, a insegurança regulatória em algumas regiões e a infraestrutura logística limitada. Em contrapartida, aponta a disponibilidade de recursos minerais estratégicos, custos relativamente competitivos de operação e um ambiente favorável à mineração voltada à transição energética.
A expectativa da empresa é avançar projetos de pesquisa para a etapa de operação, especialmente nas frentes de ouro e cobre em Goiás. A valorização de ativos minerais estratégicos, impulsionada pela demanda global, também deve abrir espaço para novas parcerias e captação de investimentos.
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